terça-feira, 28 de julho de 2009


REGIMENTO INTERNO DA 2ª CONFERÊNCIA NACIONAL DE CULTURA
CAPITULO I
DOS OBJETIVOS

Art. 1º - A 2ª Conferência Nacional de Cultura, terá os seguintes objetivos:
I – Discutir a cultura brasileira nos seus aspectos da memória, de produção simbólica, da gestão, da participação social e da plena cidadania;
II – Propor estratégias para o fortalecimento da cultura como centro dinâmico do desenvolvimento sustentável;
III – Promover o debate entre artistas, produtores, conselheiros, gestores, investidores e demais protagonistas da cultura, valorizando a diversidade das expressões e o pluralismo das opiniões;
IV – Propor estratégias para universalizar o acesso dos brasileiros à produção e à fruição dos bens e serviços culturais;
V – Propor estratégias para a consolidação dos sistemas de participação e controle social na gestão das políticas públicas de cultura;
VI – Aprimorar e propor mecanismos de articulação e cooperação institucional entre os entes federativos e destes com a sociedade civil;
VII – Fortalecer e facilitar a formação e funcionamento de fóruns e redes de artistas, agentes, gestores, investidores e ativistas culturais;
VIII – Propor estratégias para a implantação dos Sistemas Nacional, Estaduais e Municipais de Cultura e do Sistema Nacional de Informações e Indicadores Culturais;
IX – Propor estratégias para a implementação, acompanhamento e avaliação do Plano Nacional de Cultura e recomendar metodologias de participação, diretrizes e conceitos para subsidiar a elaboração dos Planos Municipais, Estaduais, Regionais e Setoriais de Cultura;
X – Avaliar os resultados obtidos a partir da I Conferência Nacional de Cultura.

CAPÍTULO II
DO TEMÁRIO

Art. 2º – Constituirá o tema geral da 2ª Conferência Nacional de Cultura: Cultura, Diversidade, Cidadania e Desenvolvimento.
§1º - O tema deverá ser desenvolvido de modo a articular e integrar as políticas de cultura e suas diretrizes em todos os âmbitos da federação de maneira transversal, de forma a orientar as discussões em todas as etapas.

§2º - O temário será subsidiado por textos-base, elaborados a partir de eixos e sub-eixos temáticos, que serão consolidados após avaliação, formulação e proposições previamente apresentadas nas etapas que antecedem a etapa nacional, de acordo com o art. 5º deste Regimento.

Art. 3º - Constituirão eixos e sub-eixos temáticos da 2ª Conferência Nacional de Cultura:
I - PRODUÇÃO SIMBÓLICA E DIVERSIDADE CULTURAL
Foco: produção de arte e de bens simbólicos, promoção de diálogos interculturais, formação no campo da cultura e democratização da informação.
– Produção de Arte e Bens Simbólicos
– Convenção da Diversidade e Diálogos Interculturais
– Cultura, Educação e Criatividade
– Cultura, Comunicação e Democracia
II - CULTURA, CIDADE E CIDADANIA
Foco: cidade como espaço de produção, intervenção e trocas culturais, garantia de direitos e acesso a bens culturais
– Cidade como Fenômeno Cultural
– Memória e Transformação Social
– Acesso, Acessibilidade e Direitos Culturais
III - CULTURA E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL
Foco: a importância estratégica da cultura no processo de desenvolvimento
– Centralidade e Transversalidade da Cultura
– Cultura, Território e Desenvolvimento Local
– Patrimônio Cultural, Meio Ambiente e Turismo
IV - CULTURA E ECONOMIA CRIATIVA
Foco: economia criativa como estratégia de desenvolvimento
– Financiamento da Cultura
– Sustentabilidade das Cadeias Produtivas da Cultura
– Geração de Trabalho e Renda
V - GESTÃO E INSTITUCIONALIDADE DA CULTURA
Foco: fortalecimento da ação do Estado e da participação social no campo da cultura
– Sistemas Nacional, Estaduais e Municipais de Cultura
– Planos Nacional, Estaduais, Municipais, Regionais e Setoriais de Cultura
- Sistemas de Informações e Indicadores Culturais

CAPÍTULO III
DA REALIZAÇÃO

Art. 4° - A 2ª Conferência Nacional de Cultura, que será integrada por representantes democraticamente escolhidos, na forma prevista neste Regimento Interno, terá abrangência nacional e sua Plenária será realizada em Brasília, de 11 a 14 de março de 2010.
Art. 5° - A realização da 2ª Conferência Nacional de Cultura será antecedida por etapas, denominadas Conferências nos âmbitos Municipal e/ou Intermunicipal, Estadual e do Distrito Federal e Pré-Conferências Setoriais de Cultura, no âmbito Regional.
Art. 6º - As etapas antecedentes da 2ª Conferência Nacional de Cultura serão realizadas nos seguintes períodos:
I. Etapa Municipal ou Intermunicipal até o dia 30 de setembro de 2009;
II. Etapa Estadual até o dia 15 de dezembro de 2009;
III. Etapa Setorial até o dia 15 de dezembro de 2009;

Parágrafo Único - A não realização das etapas nos âmbitos municipal ou intermunicipal, em uma ou mais unidades federadas, não constituirá impedimento à realização da 2ª Conferência Nacional de Cultura na data prevista, e a não realização de convocatória para realização da etapa estadual será suprida de acordo com o disposto no art. 19.


CAPÍTULO IV
DA ORGANIZAÇÃO E FUNCIONAMENTO

Art. 7º - A 2ª Conferência Nacional de Cultura será presidida pelo Ministro de Estado da Cultura e na sua ausência ou impedimento eventual pelo Secretário Executivo do Ministério da Cultura.
Parágrafo único – A Coordenação Geral da 2ª Conferência Nacional de Cultura será exercida pelo titular da Secretaria de Articulação Institucional do Ministério da Cultura.

Art. 8º - A 2ª Conferência Nacional de Cultura será composta por:
I . Conferências Municipais ou Intermunicipais;
II. Conferências Estaduais e do Distrito Federal;
III. Pré-Conferências Setoriais;
IV. Conferências Livres;
V. Conferência Virtual.
VI. Plenária Nacional;

§1º - As Conferências referidas nos incisos I e II são de responsabilidade dos entes federados correspondentes e terão caráter mobilizador, propositivo e eletivo.

§2º - As Conferências Intermunicipais referidas no inciso I serão realizadas por agrupamento regional de municípios e seguem os mesmos critérios das Conferências Municipais;

§3º - As Conferências Municipais e/ou Intermunicipais poderão ser antecedidas por pré-conferências de caráter mobilizador, propositivo e eletivo, que seguirão os critérios e proporcionalidade indicados no anexo II deste Regimento.

§4º - As Pré-Conferências Setoriais de Cultura serão realizadas em cada uma das cinco macrorregiões brasileiras e serão organizadas pelo Ministério da Cultura, com o apoio dos entes federados e entidades não governamentais e terão caráter mobilizador, propositivo e eletivo.

§5º - A Plenária Nacional terá caráter propositivo e deliberativo e será realizada sob os auspícios do Ministério da Cultura em conformidade com o disposto nos arts. 4º e 7º.

§6º - As Conferências Livres poderão ser promovidas e organizadas pelos mais variados âmbitos da sociedade civil e do poder público e ficarão sob a responsabilidade dos segmentos e entidades que as convocarem. Terão caráter mobilizador, não elegerão delegados, mas poderão contribuir com proposições à 2ª Conferência Nacional de Cultura.

§7º - A Conferência Virtual será disponibilizada em Portal próprio pelo Ministério da Cultura e terá caráter consultivo, com vistas ao debate e às proposições relacionadas ao temário da 2ª Conferência Nacional de Cultura.

Art. 9º - Para a organização e desenvolvimento de suas atividades, a 2ª Conferência Nacional de Cultura contará com a Comissão Organizadora Nacional e o Comitê Executivo Nacional.

Art. 10 - A Comissão Organizadora Nacional será composta por 63 (sessenta e três) membros, dentre os representantes do Ministério da Cultura, indicados pelo Ministro de Estado da Cultura e membros de Instituições convidadas, conforme anexo I.

Parágrafo único - A Coordenação Geral da Comissão Organizadora Nacional será exercida pelo titular da Secretaria de Articulação Institucional do Ministério da Cultura.

Art. 11 - O Comitê Executivo Nacional será composto por 10 (dez) membros dentre os representantes do Ministério da Cultura e suas Vinculadas, e do CNPC, conforme anexo I.

Art. 12 - Compete à Comissão Organizadora Nacional:
I - coordenar, supervisionar e promover a realização da 2ª Conferência Nacional de Cultura e das cinco Pré-Conferências Setoriais de Cultura;
II - aprovar a proposta de programação da 2ª Conferência Nacional de Cultura elaborada pelo Comitê Executivo Nacional;
III - assegurar a lisura e a veracidade de todos os atos e procedimentos relacionados à realização da 2ª Conferência Nacional de Cultura;
IV - atuar junto ao Comitê Executivo Nacional, formulando, discutindo e propondo as iniciativas referentes à organização da 2ª Conferência Nacional de Cultura;
V. mobilizar parceiros e entidades, no âmbito de sua atuação nos Estados, para preparação e participação nas Conferências locais e estaduais;
VI. acompanhar o processo de sistematização das diretrizes e proposições da 2ª Conferência Nacional de Cultura;
VII. definir os critérios para a escolha dos convidados e observadores para participação na etapa nacional da 2ª Conferência Nacional.

VIII. deliberar sobre os demais casos, omissos ou conflitantes, deste Regimento.

Art. 13 – Ao Comitê Executivo Nacional compete:
I. definir metodologia e elaborar a proposta de programação da 2ª Conferência Nacional de Cultura a ser aprovada pela Comissão Organizadora Nacional;
II. elaborar o calendário e a pauta de reuniões da Comissão Organizadora Nacional;
III. dar cumprimento às deliberações da Comissão Organizadora Nacional;
IV.apoiar e acompanhar a realização das Conferências Estaduais de Cultura, do Distrito Federal, e dos Municípios, e das Pré-Conferências Setoriais de Cultura;
V. orientar o trabalho das Comissões Organizadoras nos Estados, Distrito Federal e Municípios;
VI.Instituir Comissão Organizadora Estadual visando à realização de encontro estadual dos delegados, nos termos do art.19 deste Regimento;
VII. validar as Conferências Municipais e Intermunicipais, as Estaduais e a do Distrito Federal, conforme as diretrizes estabelecidas neste Regimento;
VIII. receber e sistematizar os Relatórios das Conferências Estaduais, do Distrito Federal e das Pré-Conferências Setoriais de Cultura;
IX.receber e sistematizar os Relatórios das Conferências Municipais e Intermunicipais, no(s) caso(s) previstos no art.19 deste Regimento;
X. coordenar a divulgação da 2ª Conferência Nacional de Cultura;
XI.coordenar a elaboração do documento sobre o temário central, do relatório final e anais da 2ª Conferência Nacional de Cultura;
XII. dar conhecimento ao Congresso Nacional, visando informá-lo do andamento da organização da 2ª Conferência Nacional de Cultura, bem como dos seus resultados;
XIII. proceder à escolha e indicação dos convidados e observadores que participarão na etapa nacional da 2ª Conferência Nacional de Cultura, de acordo com critérios definidos pela Comissão Organizadora Nacional.

Art. 14. Os relatórios das etapas ou conferências antecedentes, referidas neste Regimento, deverão ser entregues ao Comitê Executivo Nacional, no prazo máximo de 10 (dez) dias após o término de cada Conferência, para que possam ser consolidados e sirvam de subsídio à 2ª Conferência Nacional de Cultura.

§1º. Os relatórios encaminhados após o prazo estabelecido não serão considerados para a consolidação das proposições a serem apresentadas à Plenária da 2ª Conferência Nacional de Cultura.

§2º. Os resultados e relatórios das Conferências Municipais ou Intermunicipais, bem como a relação de delegados para a 2ª Conferência Nacional de Cultura, deverão ser remetidos ao Comitê Executivo Nacional, em formulário próprio a ser distribuído pelo Ministério da Cultura, obedecendo-se ao prazo estipulado no caput deste artigo.

Art.15. O Comitê Executivo Nacional sistematizará o Relatório Final e promoverá a publicação e divulgação dos anais da 2ª Conferência Nacional de Cultura.

CAPÍTULO V
DOS PARTICIPANTES

Art. 16 - A 2ª Conferência Nacional de Cultura terá assegurada, em todas as suas etapas, a ampla participação de representantes do poder público e da sociedade civil.

Art. 17- Na etapa nacional da 2ª Conferência Nacional de Cultura, os participantes serão constituídos em três categorias:
I. Delegados com direito a voz e voto;
II. Convidados com direito a voz;
III. Observadores sem direito a voz e voto.

Art. 18 – A categoria de Delegados da etapa nacional será composta por:
I. 187 Delegados Natos, assim distribuídos:
a) 52 membros do Conselho Nacional de Política Cultural;
b) 54 representantes dos Conselhos Estaduais de Cultura;
c) 81 representantes do Governo Federal;

II. Até 1.485 Delegados Eleitos, assim distribuídos:
a) Até 1.350 delegados(as) eleitos nas Conferências Estaduais, sendo 2/3 de representantes da sociedade civil e 1/3 de representantes governamentais;
b) Até 135 delegados(as) Setoriais, eleitos nas Pré-Conferências Setoriais;

§1º. Os 54 delegados natos, indicados pelos Conselhos Estaduais de Cultura, deverão ser representados por 2 delegados indicados por cada Conselho Estadual, sendo 1 representante da sociedade civil e 1 representante governamental;
§2º. Os 1.350 delegados serão eleitos nas Conferências Estaduais, respeitada a proporcionalidade indicada na alínea “a”, inciso II deste artigo.
§3º. Os 135 delegados Setoriais serão eleitos nas Pré-Conferências, sendo assegurada a escolha de até 15 delegados por colegiado, respeitada ainda a representatividade das cinco macrorregiões do País.
§4º. Para cada delegado titular deverá ser indicado um suplente correspondente, que será credenciado na ausência do titular.

Art. 19. Nos Estados em que o Poder Executivo não realizar a convocatória da Conferência nos prazos previstos fica o Comitê Executivo Nacional responsável pela instituição de uma Comissão Estadual, visando a organização de encontro estadual dos delegados eleitos nas Conferências Municipais e/ou Intermunicipais, para a escolha, por meio de votação, da delegação que participará da Plenária Nacional da 2ª Conferência Nacional de Cultura.
§1º- A Comissão Estadual será integrada por representantes de entidades não-governamentais, do Governo Federal e dos Municípios que realizaram suas Conferências ou participaram de Conferências Intermunicipais.
§2º - A promoção do encontro entre os delegados será de responsabilidade da Comissão Estadual.
§3º - O deslocamento e a hospedagem dos delegados municipais até o local do encontro estadual, assim como o deslocamento da delegação estadual até o local da Plenária Nacional serão de responsabilidade dos municípios envolvidos.

CAPÍTULO VI
DOS RECURSOS FINANCEIROS

Art. 20. As despesas com a organização e realização da etapa nacional da 2ª Conferência Nacional de Cultura, no que tange às responsabilidades expressas neste Regimento, correrão à conta de recursos orçamentários do Ministério da Cultura.

CAPÍTULO VII
DAS CONFERÊNCIAS ESTADUAIS, DISTRITAL, MUNICIPAIS, INTERMUNICIPAIS E SETORIAIS

SEÇÃO I
Das Conferências Estaduais e Distrital
Art 21. A realização da Conferência Estadual de Cultura e do Distrito Federal é condição indispensável para a participação de delegados estaduais e distritais na Plenária da 2ª Conferência Nacional de Cultura.
Art 22 - Os Poderes Executivos Estaduais e o do Distrito Federal devem convocar as respectivas Conferências por meio de ato publicado em Diário Oficial dos Estados e do Distrito Federal, até o dia 15 de outubro de 2009, obedecendo as diretrizes estabelecidas neste Regimento.
Parágrafo único - A convocação da Conferência Estadual e Distrital e a publicidade oficial que se der à mesma deverá explicitar sua condição de etapa integrante da 2ª Conferência Nacional de Cultura.
Art 23 – As Conferências Estaduais e a do Distrito Federal serão coordenadas por comissões organizadoras próprias, com a participação do poder público estadual ou do Distrito Federal e entidades não governamentais, que deverão ter as seguintes atribuições:
I. definir regulamento contendo os critérios de participação e eleição de delegados nas etapas e modalidades respectivas, respeitadas as diretrizes e as definições deste Regimento;
II. definir data, local, pauta e programação da Conferência Estadual e do Distrito Federal respeitadas as datas e definições deste Regimento;
III. validar as Conferências Municipais e Intermunicipais, conforme as diretrizes estabelecidas neste Regimento;
IV. sistematizar os Relatórios das Conferências Municipais e Intermunicipais;
V. enviar ao Comitê Executivo Nacional o Relatório Final da Conferência Estadual e do Distrito Federal, bem como a relação dos delegados eleitos, obedecendo aos prazos e critérios estabelecidos neste Regimento.
§1º - Nos casos em que o(s) Estado(s) e/ou o Distrito Federal não convocarem as Conferências da etapa estadual no prazo estabelecido, serão, excepcionalmente, instituídas comissões estaduais, na forma do art. 19 deste Regimento.

§2º - As comissões organizadoras estaduais e a do Distrito Federal enviarão ao Comitê Executivo Nacional as informações relacionadas aos incisos I e II deste artigo, até 10 dias após a data da publicação da convocação.

Art. 24 - Os eixos temáticos das Conferências Estaduais e do Distrito Federal deverão contemplar o temário nacional, sem prejuízo das questões municipais e estaduais.

Art. 25 - Cada Estado e o Distrito Federal terão direito ao máximo de 50 (cinquenta) delegados para a 2ª Conferência Nacional, devendo ser respeitada a proporcionalidade e a representatividade dispostas no §2º do art. 18 deste Regimento.

Art. 26 – Para que as Conferências Estaduais e a do Distrito Federal sejam válidas para a 2ª Conferência Nacional de Cultura, será necessária a comprovação de quorum mínimo de 50 (cinquenta) delegados, representantes da Sociedade Civil e da área governamental, eleitos nas conferências municipais e/ou intermunicipais.
Parágrafo único. Com o objetivo de uniformizar os critérios para a eleição de delegados nas conferências estaduais para a Plenária da 2ª Conferência Nacional, é obrigatória a aplicação do percentual indicado no anexo II.

Art 27 - Os resultados e relatórios das Conferências Estaduais e a do Distrito Federal, bem como a relação de delegados para a 2ª Conferência Nacional de Cultura, deverão ser remetidos ao Comitê Executivo Nacional, em formulário próprio a ser distribuído pelo Ministério da Cultura, obedecendo-se o prazo máximo estabelecido no art. 14 deste Regimento.

Art 28 - Os casos omissos e conflitantes deverão ser decididos pela Comissão Organizadora Estadual, cabendo recurso à Comissão Organizadora Nacional.

Art. 29 - Serão da responsabilidade dos Governos Estaduais e do Distrito Federal as despesas com a realização das etapas estadual e distrital, bem como o deslocamento de delegados até o local de realização da Plenária da 2ª Conferência Nacional de Cultura.

SEÇÃO II
Das Conferências Municipais e Intermunicipais

Art 30 - A realização das Conferências Municipais e/ou Intermunicipais é condição indispensável para participação de delegados na Conferência Estadual.

§1º - A configuração do agrupamento entre municípios para a realização das Conferências Intermunicipais ficará a cargo dos municípios envolvidos.

§2º - Os Poderes Executivos Municipais devem convocar as respectivas Conferências por meio de Decreto próprio e dar publicidade ao ato, obedecendo as diretrizes estabelecidas neste Regimento.

§3º - O Poder Executivo municipal da cidade sede da Conferência Intermunicipal, com a concordância dos Municípios envolvidos, publicará Decreto de convocação e regulamentação da referida Conferência, comprometendo-se os demais municípios envolvidos a dar ampla divulgação em veículo de comunicação local;

§4º - A convocação da Conferência Municipal ou Intermunicipal e a publicidade oficial que se der à mesma deverá explicitar sua condição de etapa integrante da 2ª Conferência Nacional de Cultura.
Art. 31 - Cada Conferência Municipal ou Intermunicipal terá direito ao máximo de 25 (vinte e cinco) delegados para a Conferência Estadual.
Art. 32 – Para que a Conferência Municipal ou Intermunicipal seja válida para a etapa estadual e perante a 2ª Conferência Nacional de Cultura será necessária a comprovação de quorum mínimo de 25 (vinte e cinco) participantes, com representação da sociedade civil e da área governamental.
§1º - As Conferências Municipais poderão ser realizadas em uma única etapa - com a realização da Plenária Municipal - ou em duas etapas – com a realização de Pré-Conferências e a Plenária Municipal constituída por delegados eleitos nessas Pré-Conferências.
§2º - Nos Municípios em que se realizarem as Pré-Conferências será considerado, para efeito de validação em cada uma dessas, o quorum mínimo de 25 (vinte e cinco) participantes, com representação da sociedade civil e da área governamental.
§3º- A eleição dos delegados nas Pré-conferências Municipais deverá seguir os critérios de proporcionalidade indicados no anexo II deste Regimento
§4º- Nos Municípios em que se realizarem as Pré-Conferências será considerada a soma total dos participantes dessas Pré-Conferências para a definição do número de delegados a serem eleitos para a Conferência Estadual,sendovedada a participação em mais de uma Pré-Conferência.
§5º- Com o objetivo de uniformizar os critérios para a eleição de delegados nas conferências municipal ou intermunicipal para as conferências estaduais, é obrigatória a aplicação do percentual indicado no anexo II.
Art. 33 - As Conferências Municipais ou Intermunicipais serão coordenadas por comissões organizadoras próprias, com a participação do poder público municipal e entidades não governamentais, que deverão ter as seguintes atribuições
I. definir Regulamento Municipal ou Intermunicipal, contendo critérios de participação da sociedade civil, respeitadas as definições deste Regimento;
II. definir data, local, pauta e programação da Conferência, respeitadas as datas e definições deste Regimento;
III. organizar a Conferência Municipal ou Intermunicipal;

§1° - A Comissão Organizadora Municipal ou Intermunicipal enviará ao Comitê Executivo Nacional as informações relacionadas aos incisos I e II deste artigo, até 10 dias após a data da publicação da convocação.
§ 2° - Os Eixos Temáticos das Conferências Municipais e Intermunicipais deverão contemplar o temário nacional, sem prejuízo das questões locais.
§ 3º – A Comissão Organizadora Municipal deverá enviar à Comissão Organizadora Estadual o Relatório Final, bem como a relação dos delegados que serão inscritos para etapa estadual, obedecendo ao prazo e critérios estabelecidos neste Regimento, conforme art. 14 e parágrafos.

Art. 34 - As despesas relacionadas à realização das Conferências Municipais e/ou Intermunicipais, bem como o deslocamento e hospedagem dos delegados eleitos para a etapa estadual são de responsabilidade dos municípios.

Art 35 - Os casos omissos e conflitantes deverão ser decididos pela Comissão Organizadora Municipal, cabendo recurso à Comissão Organizadora Estadual.

SEÇÃO III
Das Pré-Conferências Setoriais

Art. 36. Serão realizadas Pré-Conferências Setoriais das linguagens e expressões culturais constituídas em Colegiados Setoriais, integrantes da estrutura do Conselho Nacional de Política Cultural – CNPC.
Parágrafo Único. O processo de escolha e participação de delegados estaduais para as Pré-Conferências Setoriais será disciplinado pelo Comitê Executivo Nacional, após consulta aos Colegiados Setoriais.
Art. 37. As Pré-Conferências Setoriais de Cultura terão caráter mobilizador, propositivo e eletivo quanto aos Eixos e Sub-Eixos Temáticos apontados para debate nacional objetivando a discussão de Planos Nacionais Setoriais e quanto à escolha dos delegados setoriais para participação na 2ª Conferência Nacional.
Art. 38. As Pré-Conferências Setoriais de Cultura elegerão os novos membros dos Colegiados Setoriais, que integram a estrutura do Conselho Nacional de Política Cultural – CNPC.


CAPÍTULO VIII
DAS DISPOSIÇÕES FINAIS

Art. 39. Os casos omissos e conflitantes deste Regimento Interno serão resolvidos pelo Comitê Executivo Nacional, cabendo recurso à Comissão Organizadora Nacional.
Art. 40. O presente Regimento Interno entra em vigor na data de sua publicação.

domingo, 26 de abril de 2009

Texto publicado na contracapa de "Trem Azul", Elis Regina, 1982.

Agora o braço não é mais o braço
erguido num grito de gol. Agora o braço é uma linha, um traço, um rastro espelhado e brilhante. E todas as figuras são assim: desenhos de luz, agrupamentos de pontos, de partículas, um quadro de impulsos, um processamento de sinais. E assim - dizem - recontam a vida. Agora retiram de mim a cobertura de carne, escorrem todo o sangue, afinam os ossos em fios luminosos e aí estou pelo salão, pelas casas, pelas cidades, parecida comigo. Um rascunho, uma forma nebulosa feita de luz e sombra como uma estrela. Agora eu sou uma estrela.

domingo, 12 de abril de 2009

série: contemporanea - wikipédia











A arte contemporânea é um período artístico que surge na segunda metade do século XX e se prolonga até aos dias de hoje.
Após a Segunda Guerra Mundial, sobrepõe-se aos costumes a necessidade da produção em massa. Quando surge um movimento na arte, esse movimento revela-se na pintura, na literatura, na moda, no cinema, e em tantas outras artes tão diferentes. Sendo a arte transcendente, para um determinado movimento surgir é muito provável que surja antes na sociedade.
A arte começa a incorporar ao seu repertorio questionamentos bem diferentes das rupturas propostas pelas Arte Moderna e as Vanguardas Modernistas.
Este período evivencia-se fulminantemente na década de 60, com o aviso de uma viagem ao espaço. As formas dos objecto tornam-se, quase subitamente, aerodinâmicas, alusivas ao espaço, com forte recorrência ao brilho do vinil. Na década de 70 a arte comtemporânea é um conceito a ter em conta. Surge, enfim a Op Art, baseada na «geometrização» da arte, Pop Art, (principais artistas: Andy Warhol e Roy Liechtenstein)baseada nos ícones da época, no mundo festivo dos setentas, uma arte comercial, que mais tarde se tornaria uma arte erudita.
A partir de meados das décadas de 60 e 70, notou-se que a arte produzida naquele período já não mais correspondia à Arte Moderna do início do século XX. A arte contemporânea entra em cena a partir dos anos 70, quando as importantes mudanças no mundo e na nossa relação de tempo e espaço transformam globalmente os seres humanos.
Entre os movimentos mais célebres estão a Op Art, a Pop Art, o Expressionismo Abstracto, a Arte conceptual, a Arte Povera, o Minimalismo, a Body Art, o Fotorrealismo, a Internet Art e a Street Art, a arte das ruas, baseada na cultura do grafiti e inspirada faccionalmente na geração hip-hop, tida muitas vezes como vandalismo.

Arte contemporânea
Quando se fala em arte contemporânea não é para designar tudo o que é produzido no momento, e sim aquilo que nos propõe um pensamento sobre a própria arte ou uma análise crítica da prática visual. Como dispositivo de pensamento, a arte interroga e atribui novos significados ao se apropriar de imagens, não só as que fazem parte da historia da arte, mas também as que habitam o cotidiano. O belo contemporâneo não busca mais o novo, nem o espanto, como as vanguardas da primeira metade deste século: propõe o estranhamento ou o questionamento da linguagem e sua leitura.
Geralmente, o artista de vanguarda tinha a necessidade de experimentar técnicas e metodologias, com o objetivo de criar novidades e se colocar à frente do progresso tecnológico. Hoje, fala-se até em ausência do "novo", num retorno à tradição. O artista contemporâneo tem outra mentalidade, a marca de sua arte não é mais a novidade moderna, mesmo a experimentação de técnicas e instrumentos novos visa a produção de outros significados. Diante da importância da imagem no mundo que estamos vivendo, tornou-se necessário para a contemporaneidade insinuar uma critica da imagem. O artista reprocessa linguagens aprofundando a sua pesquisa e sua poética. Ele tem a sua disposição como instrumental de trabalho, um conjunto de imagens. A arte passou a ocupar o espaço da invenção e da crítica de si mesmo.
As novas tecnologias para a arte contemporânea não significam o fim, mas um meio à disposição da liberdade do artista, que se somam às técnicas e aos suportes tradicionais, para questionar o próprio visível, alterar a percepção, propor um enigma e não mais uma visão pronta do mundo. O trabalho do artista passa a exigir também do espectador uma determinada atenção, um olhar que pensa. Um vídeo, uma performance ou uma instalação não é mais contemporâneo do que uma litogravura ou uma pintura. A atualidade da arte é colocada em outra perspectiva. O pintor contemporâneo sabe que ele pinta mais sobre uma tela virgem, e é indispensável saber ver o que está atrás do branco: uma história. O que vai determinar a contemporaneidade é a qualidade da linguagem, o uso preciso do meio para expressar uma idéia, onde pesa experiência e informação. Não é simplesmente o manuseio do pincel ou do computador que vai qualificar a atualidade de uma obra de arte.
Nem sempre as linguagens coerentes com o conhecimento de nosso tempo são as realizadas com as tecnologias mais avançadas. Acontece, muitas vezes, que os significados da arte atual se manifestam nas técnicas aparentemente «acadêmicas». Diante da tecnologia a arte reconhece os novos instrumentos de experimentar a linguagem, mas os instrumentos e suportes tradicionais estão sempre nos surpreendendo, quando inventam imagens que atraem o pensamento e o sentimento.
Mas em que consiste essencialmente a arte contemporânea? Ou melhor: qual o segredo da arte na atualidade? Pode parecer um problema de literatura ou de filosofia. - É muito mais uma questão de ética do que de estilo, para se inventar com a arte uma reflexão. Não existem estilos ou movimentos como as vanguardas que fizeram a modernidade. O que há é uma pluralidade de estilos, de linguagens, contraditórios e independentes, convivendo em paralelo, porque a arte contemporânea não é o lugar da afirmação de verdades absolutas.

Serie: Impressionista - www.historiadaarte.com.br















O Impressionismo foi um movimento artístico que revolucionou profundamente a pintura e deu início às grandes tendências da arte do século XX. Havia algumas considerações gerais, muito mais práticas do que teóricas, que os artistas seguiam em seus procedimentos técnicos para obter os resultados que caracterizaram a pintura impressionista.
Principais características da pintura:
* A pintura deve registrar as tonalidades que os objetos adquirem ao refletir a luz solar num determinado momento, pois as cores da natureza se modificam constantemente, dependendo da incidência da luz do sol.
* As figuras não devem ter contornos nítidos, pois a linha é uma abstração do ser humano para representar imagens.
* As sombras devem ser luminosas e coloridas, tal como é a impressão visual que nos causam, e não escuras ou pretas, como os pintores costumavam representá-las no passado.
* Os contrastes de luz e sombra devem ser obtidos de acordo com a lei das cores complementares. Assim, um amarelo próximo a um violeta produz uma impressão de luz e de sombra muito mais real do que o claro-escuro tão valorizado pelos pintores barrocos.
* As cores e tonalidades não devem ser obtidas pela mistura das tintas na paleta do pintor. Pelo contrário, devem ser puras e dissociadas nos quadros em pequenas pinceladas. É o observador que, ao admirar a pintura, combina as várias cores, obtendo o resultado final. A mistura deixa, portanto, de ser técnica para se óptica.
A primeira vez que o público teve contato com a obra dos impressionistas foi numa exposição coletiva realizada em Paris, em abril de 1874. Mas o público e a crítica reagiram muito mal ao novo movimento, pois ainda se mantinham fiéis aos princípios acadêmicos da pintura.
Principais artistas:
Claude Monet - incessante pesquisador da luz e seus efeitos, pintou vários motivos em diversas horas do dia, afim de estudar as mutações coloridas do ambiente com sua luminosidade. Obras Destacadas: Mulheres no Jardim e a Catedral de Rouen em Pleno Sol.

Auguste Renoir - foi o pintor impressionista que ganhou maior popularidade e chegou mesmo a ter o reconhecimento da crítica, ainda em vida. Seus quadros manifestam otimismo, alegria e a intensa movimentação da vida parisiense do fim do século XIX. Pintou o corpo feminino com formas puras e isentas de erotismo e sensualidade, preferia os nus ao ar livre, as composições com personagens do cotidiano, os retratos e as naturezas mortas. Obras Destacadas: Baile do Moulin de la Galette e La Grenouillière.

Edgar Degas - sua formação acadêmica e sua admiração por Ingres fizeram com que valorizasse o desenho e não apenas a cor, que era a grande paixão do Impressionismo. Além disso, foi pintor de poucas paisagens e cenas ao ar livre. Os ambientes de seus quadros são interiores e a luz é artificial. Sua grande preocupação era flagrar um instante da vida das pessoas, aprender um momento do movimento de um corpo ou da expressão de um rosto. Adorava o teatro de bailados. Obra Destacada: O Ensaio.

Seurat - Mestre no pontilhismo. Obra Destacada: Tarde de Domingo na Ilha Grande Jatte.

No Brasil, destaca-se o pintor Eliseu Visconti, ele já não se preocupa mais em imitar modelos clássicos; procura, decididamente, registrar os efeitos da luz solar nos objetivos e seres humanos que retrata em suas telas. Ganhou uma viagem à Europa, onde teve contato com a obra dos impressionistas. A influência que recebeu desses artistas foi tão grande que ele é considerado o maior representante dessa tendência na pintura brasileira. Obra destacadas são: Trigal e Maternidade.

Para seu conhecimento
- O quadro Mulheres no Jardim, de Monet, foi pintado totalmente ao ar livre e sempre com a luz do sol. São cenas do jardim da casa do artista.
- O movimento impressionista foi idealizado nas reuniões com seus principais pintores e elas aconteciam no estúdio fotográfico de Nadar, na Rue de Capucines, Paris.

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Webdesign por Márcio Lopes

série: arte renascentista












De acordo com o professor Robson Santiago o desenvolvimento da pintura renascentista pode ser estudado através de dois momentos: a fase pré-renascentista e a fase caracterizada pela obra dos grandes gênios do Renascimento.

Rubens, O Rapto das filhas de Leucipo Masaccio (1421-1428), estudioso de anatomia e responsável pela introdução das sombras e da perspectiva nas pinturas, criando a impressão de volume e de tridimensionalidade.
O tributo da moeda Piero della Francesca (1416-1492), defensor da perspectiva científica e cujos personagens pareciam esculturas.
Retrato de Federico Montefeltro Sandro Botticelli (1444-1510), considerado o último dos pré-renascentistas, inspirou-se na mitologia da Antigüidade e associou a estética greco-romana ao universo religioso cristão.
O nascimento da Vênus No auge do Renascimento, durante os séculos XV e XVI, destacam-se artistas polivalentes considerados gênios da Humanidade.Leonardo da Vinci (1452-1519), pintor, escultor, arquiteto e cientista, perseguiu o objetivo de atingir a verdade através de experiências. Por esse motivo, encarava a obra de arte como um exercício, que era muitas vezes abandonado ao se definir uma solução. Dentre suas pinturas destacam-se A Santa Ceia, A Virgem dos Rochedos e A Gioconda (Mona Lisa).Michelangelo (1475-1564), arquiteto, pintor e escultor, destaca-se por pinturas monumentais como o teto da Capela Sistina, no Vaticano.
O pecado original e a expulssão do Paraíso
A criação de Adão Rafael (1483-1520), por sua vez, é considerado o maior pintor do Renascimento, aliando a harmonia à dramaticidade e empregando cores, formas e volumes com equilíbrio.
Santa Catarina de Alexandria
A Escola de Atenas Na pintura renascentista as figuras eram dispostas numa composição estritamente simétrica, a variação de cores frias e quentes e o manejo da luz permitiram criar distâncias e volumes que pareciam ser copiados da realidade. A reprodução da figura humana, a expressão de suas emoções e o movimento ocuparam lugar igualmente preponderante. Os temas a representar continuavam sendo de caráter estritamente religioso, mesmo que, com a inclusão de um novo elemento a burguesia, que queria ser protagonista da história do cristianismo. Não é de admirar, portanto, que as pessoas se fizessem retratar junto com a família numa cena do nascimento de Cristo, ou ajoelhadas ao pé da cruz, ao lado de Maria Madalena e da Virgem Maria.Até mesmo os representantes da Igreja se renderam a esse curioso costume. Muito diferentes no espírito, embora nem por isso menos valiosos, foram os resultados obtidos paralelamente nos países do norte. Os mestres de Flandres, deixaram de lado as medições e a geometria e recorreram à câmara escura, também conseguiram criar espaços reais no plano, embora sem a precisão dos italianos. A ênfase foi colocada na tinta (foram eles os primeiros a utilizar o óleo) e na reprodução do natural de rostos, paisagens, fauna e flora, com um cuidado e uma exatidão assombrosos, o que acabou resultando naquilo a que se deu o nome de Janela para a Realidade.O artista do Renascimento não via mais o homem como simples observador do mundo que expressava a grandeza de Deus, mas via como a expressão mais grandiosa do próprio Deus. E o mundo era pensado como uma realidade a ser compreendida cientificamente, e não apenas admirada.O Renascimento Italiano se espalhou pela Europa, trazendo novos artistas que nacionalizaram as idéias italianas. Foram eles: Dürer, Hans Holbein e Bruegel.
Todos os artigos de Renascimento Cultural1. O Renascimento Cultural2. A Pintura Renascentista3. A Escultura Renascentista4. A Arquitetura Renascentista

Semana 04 - aula 16 - estrutura


Pintura contemporanea

autor: Carlos Carreiro

Obra: Avião perturba o culto do Divino Espirito Santo (2006)
Carlos Carreiro nasceu em 1946 em Ponta Delgada. É Professor Associado da Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto. Realizou 63 exposições individuais em numerosas galerias

Semana 04 - aula 16 - estrutura


Pintura impressionista

autor: Claude Monet

Obra: "Mulher com Sombrinha"

"Mulher com sombrinha" (1875), também conhecida como "Madame Monet e o filho" é uma das mais famosas obras do pintor impressionista Claude Monet. Fascínio deste quadro não está nas identidades dos retratados, mas no modo pelo qual a luz e a brisa conservam-se na tela para um eterno deleite.

Semana 04 - aula 16 - estrutura


Pintura renascentista

autor: Masaccio

Obra: "O tributo da moeda"

Masaccio (1421-1428), estudioso de anatomia e responsável pela introdução das sombras e da perspectiva nas pinturas, criando a impressão de volume e de tridimensionalidade.

Semana 04 - repetição


Atividade 03

desenho com forma geométrica com idéia de dispersão

Semana 04 - aula 14 - repetição



Atividade 03

desenho com formas geométrica e orgânica

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Semana 4 - Aula 13 – Matéria e Forma


Atividade 03

Composição usando quadrados

Semana 4 - Aula 13 – Matéria e Forma




Atividade 03

Composição usando somente triangulos
Material: tinta guache

quinta-feira, 26 de março de 2009

Semana 3 - aula 9 - ativ 3 - agrupamento


imagem pronta

Semana 3 - aula 9 - ativ 3 - pregnância - imagem pronta


pregnância
imagem pronta

Semana 3 - aula 9 - ativ 3 - agrupamento


Agrupamento

nesta composição observamos quadros e círculos que se assemelham

minha composição

Semana 3 - aula 9 - pregnância


não foi solicitada que se postasse essa atividade no portfólio, mas achei por bem colocada aqui...
pregnância:
boa forma, figura mais simples possível
minha composição

terça-feira, 24 de março de 2009

Semana 02 - aula 08 - orientações espaciais


Nivelamento e aguçamento

Escolhi este desenho porque ele retrata o perfeito nivelamento, a perfeita harmonia do conjunto, ou seja, do mar com os coqueiros, com a praia e com o barco, ao passo que o aguçamento é nítido através do inusitado 'quebrar' das ondas, da areia fofa na orla e do movimento que o vento faz ao balançar as folhas.

Semana 02 - aula 07 - a cor


Atividade 03

Desenho 02

expressão de idéias - olhando da direita para a esquerda:
"cores belas" - primeira e segunda colunas
"cores feias" - terceira e quarta colunas
"cores pesadas" - quinta coluna
"cores leves" - sexta coluna

Semana 02 - aula 07 - a cor


Desenho um:
As colunas da esquerda para a direita nos trazem várias idéias. Na primeira temos a impressão de uma combinação de cores belas num conjunto de quatro cores diversas, da mesma forma que na segunda se tem a idéia da combinação de cores feias. Na terceira há a idéia da combinação de cores com idéia de leveza e por último, a idéia de combinação de cores com idéia de peso.
Trabalhar este tipo de colagem é bem mais fácil que a do resíduo de perfurador de papel, no entanto, não menos comprometedor. A cautela na escolha das cores, a preocupação com a harmonia e seqüência não são menores quando se busca um resultado, no mínimo, satisfatório.

Semana 02 - aula 06 - o plano


O templo

Para trabalhar esta proposta - composição utilizando recortes de papel colorido, busquei enfatizar e abusar do uso da horizontalidade, sem, portanto, deixar de usar a verticalidade, a ordem e a desordem.

O interessante é que trabalhar materiais tão diversos é bastante enriquecedor para nós, futuros professores, além de estimular a nossa própria criatividade.

Semana 01 - aula 04 - o ponto


Mte H

Aos pés do Monte Aghá a leveza do ar, a pureza do verde, a força das pequenas ondas, a velocidade dos pássaros, o acaso do caminheiro - sem perspectivas. Apenas seu olhar!

Semana 01 - aula 04 - o ponto


Montanhas Geladas

O amanhecer nas montanhas geladas e congeladas da Suiça, onde o movimento se paralisa, a velocidade quase não existe, onde a força da natureza é soberana, intacta.

Semana 01 - aula 04 - o ponto


Indefinível

A indefinição dos sonhos, dos planos (projetos). Nesta obra notam-se variadas expressões: movimento, força, leveza, acaso, ordem, velocidade, ao mesmo tempo em que nada se observa.

Semana 01 - aula 04 - o ponto


Alho - tempero

Em 'o alho' se observa a agressividade dos traços, ou seja, o forte sabor que o alho exerce sobre os alimentos. Observa-se a velocidade das linhas. O alho-tempero que exala expressivo cheiro, que tem a robustez dos talos e a firmeza da raiz.

Semana 01 - aula 04 - o ponto


O farol

Neste desenho podemos observar a leveza das nuvens, a força do mar, o movimento dos pássaros, a velocidade da luz dos raios solares e o acaso das rochas.

quinta-feira, 19 de março de 2009

Linguagem Gráfica - semana 01


Linguagem Gráfica

SEMANA 1
Aula 1 – Introdução

A rede da arte:
Ativ 1 - ok
Leitura do material impresso. Introdução e linguagem gráfica

Ativ 2 – o - http://zheckamion.blogspot.com

Aula 2 – linguagem visual e linguagem verbal

Ativ 1 - ok
Leitura do material impresso: Linguagem visual e linguagem verbal

b) O que é linguagem? – pág. 18
São as mais diversas formas de expressão, emitindo ou recebendo toda e qualquer informação. A exemplo cita-se as manifestações artísticas como a fotografia, o cinema, o teatro, o desenho, as ilustrações, a caricatura, a música, a literatura, entre outras, ou seja, todo um sistema de sinais que serve como meio de comunicação entre os indivíduos.
A linguagem verbal ou não verbal expressa sentidos utilizando ‘signos’, como: sons, formas, cor, gestos, etc. O uso da língua falada ou escrita, enquanto forma de expressão e comunicação entre as pessoas é linguagem verbal, porém, não nos comunicamos apenas pela fala ou escrita.
Já a linguagem visual é aquela que não utiliza do vocábulo para se comunicar, mas expõem o que se quer dizer ou o que se está pensando usando outros meios comunicativos, como: placas, figuras, gestos, objetos, cores, etc.
Ao exemplificar a linguagem verbal podemos destacar: texto narrativo, rádio, diálogo, carta, reportagem no jornal escrito ou televisionado, bilhete, revista e ao citar exemplos de linguagem visual se pode mencionar, entre outros, semáforo, apito do juiz numa partida de futebol, a dança, o aviso de “silêncio”, placas de trânsito, etc. já nos casos de charges, cartoons, anúncios publicitários e Internet (site), entre outros, a linguagem é ao mesmo tempo, verbal e não-verbal.
Ativ 2 – ok -

Ativ. 3 - ok - os desenhos estão na capa deste portfólio
Aula 3 – elementos básicos da linguagem visual

Ativ 1 - ok
Leitura do material impresso: Elementos básicos da linguagem visual.

Ativ. 2 - ok
Leitura do texto de apoio: Não perca seu desenho.
Hoje não mais me pergunto o que é desenho. Óbvio, não sou um dicionário, mas a explanação do professor Fernando Augusto dos Santos Neto fez construir em mim uma definição do que é linguagem gráfica. Quando criança, lembro-me bem, aos quatro, cinco anos, arriscava a riscar no ar, com dedinhos suspenso imagens de palmeiras, casas e meus primeiros rabiscos foram feitos de carvão nas paredes do meu quarto, o que me resultou alguns beliscões.
Com o passar do tempo os traços foram ficando cada vez mais indecifráveis e os mesmos passavam a existir em quaisquer lugares: capas de revistas, folhas em branco de cadernos alheios, na caderneta de anotações da minha mãe, na calça jeans sobre o meu corpo, na palma das mãos.
Certa vez passei a usar somente papel branco e lápis preto. As figuras que ora criava apenas o eram em grafite e eu me apaixonava por cada “obra” e aos sete, oitos anos, passei a gostar simplesmente do verde: eram florestas, montanhas cobertas por árvores, o imenso mar ao entardecer, enfim.
Na minha adolescência as cores surgiram como se explodisse um verdadeiro arco-íris em mim. Tudo de bom. Amava as cores ‘quentes’. O vermelho me fascinava, misturado ao laranja, ao lilás, ao amarelo e todas se misturavam e virava um emaranhado de não sei o quê...
Desisti de desenhar e hoje aos 38, percebo que desenho é música, é pensamento, é reflexão, é decisão! É construir, através da imaginação, sem tijolos e cimento, um museu; é projetar figuras bizarras ou definidas, belas ou pitorescas; desenho é dar vidas aos sonhos, é voar sem asas; é rascunhar, planejar, concretizar seus afazeres, seus ideais, é ser artista!

Ativ 3 - ok
Exercício prático: tema: composição com pontos.

segunda-feira, 16 de março de 2009

aula 3 - elementos básicos da linguagem visual - composição com pontos 01


Obra:
O PECADO


técnica utilizada – pontos a pincel e nanquim

Maça representando a beleza, a leveza, o pecado...

aula 3 - elementos básicos da linguagem visual - composição com pontos 02



Obra:
CASA DE MAIRA

técnica utilizada – resíduo do perfurador de papel


Maira = Márcia, Izaura e Laura. Minhas duas irmãs, abaixo de mim (Márcia), a caçula (Laura), e minha mãe (Izaura), quando morávamos no campo...

aula 02 - atividade 02 - desenho livre - linguagem visual e linguagem verbal


Relatório - o monte:
Seleção: sou amante da natureza e sempre rabisquei paisagens. Gosto da vida rural, de seus encantos e mistérios e a simplicidade da vida do homem do campo me remete à infância, por isso a casinha humilde. O sol escuro significa o desejo de luz que tinha. Queria ver alem do horizonte.
Motivação: relembro bons momentos ao rascunhar lugares onde passei parte da minha adolescência. Chego a "sentir" o cheiro da relva, alem de que desenhar faz bem, principalmente para quem, em seu trabalho quotidiano estressa-se. Através do desenho pratico terapia e exerço minha tolerância, testando assim minha tão pequena paciência.
Dificuldades: não encontrei dificuldades para desenhar. A dificuldade foi construir, de forma satisfatória, o meu desenho, uma vez que tenho a missão de atender a expectativa do curso, afinal, me proponho a compartilhar meu aprendizado com futuros alunos.


Jose Geraldo

Apresentação - perfil



Olá, meu nome é José Geraldo, estudante de Artes Visuais pela UFES – Universidade Federal do Espírito Santo. Sou jornalista (DRT 4121/07) e técnico em contabilidade, colunista nos sites www.maratimba.com e www.jornalolitoral.com, além de ter atuado como ator por 20 anos. Fui diretor teatral do Grupo Raios de Luz de Teatro durante o período de 1996 a 2004 e escrevi 25 peças teatrais, dentre as quais destaco "CONSCIENCIA" (conjuntamente com Gleison Matielo – categoria: adulto; gênero: drama) que ficou dez anos em cartaz; “PÊSSEGOS ESTRAGADOS” (texto, atuação e direção meus - categoria: adulto; gênero: drama) e "O MÁGICO PODER DA AMIZADE", espetáculo infantil, recorde de público no Rubem Braga logo na estréia. Durante estes 25 anos de carreira fiz mais de 350 apresentações no Espírito Santo, São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.
Nasci, orgulhosamente mineiro, na cidade de Coronel Fabriciano, em outubro de 1970, mas do interior das Minas Gerais vim para o Espírito Santo quando contava com nove anos de idade. Por terras capixabas me apaixonei, ao vislumbrar tanta beleza. Há montanhas, praias, dunas, cidades grandes e minúsculas, florestas, folclore, casaca, jongo, casario. Um celeiro artístico e turístico!
Sou membro do Conselho Municipal de Cultura (Itapemirim e trabalho na Secretaria de Cultura de Itapemirim na função de gerente cultural. Ingressei-me na carreira artística em 1984, quando fui convidado a fazer um teste de ator no Grupo de Teatro Artes Levitas na cidade de Cachoeiro de Itapemirim.
Como se percebe, a arte está entranhada em mim desde a idade bastante tenra. Aos 14 anos de idade já atua nos palcos de teatros capixabas, no entanto, aos dez, em 1980, escrevi minha primeira resenha para o teatro: “A CONVERSÃO”, texto este que foi representado tempos depois por uma equipe de atores cachoeirenses.
Por dois anos fiz aula de canto-coral e integrei o ministério musical da Catedral de São Pedro, Cachoeiro de Itapemirim/ES, no período de 1992 a 1998, ou seja, seis anos cantando e no atual cargo, onde o exerço desde 2004, desenvolvo atividades artísticas como a elaboração de projetos que visem fomentar, propagar e realizar cultura na nossa região.
Num breve relatório menciono: resgatamos o jongo – patrimônio cultural do Brasil; executamos todas as sextas-feiras o Projeto “Passeio na Praça” em Itapemirim; temos uma participação ativa no Confabani; realizamos luaus na praia; coordenação, através dos maestros, da banda marcial municipal, além de outras sete corporações musicais. Participei da criação do Grupo de Chorinho “Papagaio Falador” e da Lira Musical “Furiosa” (marchinhas de carnaval).

a) “Passeio na Praça” – este projeto ocorre todas as sextas-feiras, de 18h às 0h, onde se oportuniza a geração de renda a famílias de baixa renda comercializar produtos artesanais, bem como, valoriza cantores locais que se apresentam de 22h às 24h;

b) “Jongo”. Por duas décadas esta manifestação artística havia sido desenraizada de Itapemirim. Não só a retomamos, bem como sugerimos a criação de lei que o ampare, bem como o batizamos de “Grupo de Jongo Mestre Bento” e criamos o Grupo de Jongo Mirim “Chrispiniano Balbino Nazareth”. Jongo é uma manifestação cultural essencialmente rural diretamente associada à cultura africana no Brasil e que influiu poderosamente na formação do Samba.

c) “Confabani (Concurso Nacional de Fanfarras e Bandas de Itapemirim)” – existe em Itapemirim desde o ano de 2002, porém, ao ingressar-me na área cultural enquanto gerência, mudei a metodologia de sua propagação e execução, tornando-o mais atraente e participativo. Em 2004 o evento encontrava-se em último lugar no ranking nacional. Atualmente está em quarto lugar no Brasil e em 1º lugar no Espírito Santo, reunindo aproximadamente 4,5 mil músicos, coreógrafos, bailarinos e demais artistas. Abaixo fotos para ilustrar algumas das manifestações culturais de Itapemirim: